Isabel Soveral

Isabel Soveral (Porto, 1961) estudou no Conservatório Nacional, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, com os compositores Jorge Peixinho e Joly Braga Santos. Em 1988 ingressou na Universidade Estadual de Nova Iorque em Stony Brook, onde estudou sobre a orientação dos compositores Daria Semegen e Bulent Arel. Foi bolseira das Fundações Calouste Gulbenkian, Luso Americana e Fulbright para os programas de mestrado e doutoramento em composição nessa universidade. Tem partituras publicadas pelas editoras  Musicoteca, Fermata e  Cecilia Honegger. Várias das suas obras integram discos das editoras Portugalsom, Strauss, EMI Classics, Nova Música, Capella, Deux-Elles, Numérica e IPCB. Isabel Soveral é professora no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. Desde 2014 que é membro do INET-MD como coordenadora do grupo de Composição Teoria e Tecnologia da Música (CTTM). Presentemente, é Diretora do CIME (Centro de Investigação em Música Electroacústica da UA), tendo criado em 2014 a plataforma EAW (Electroacoustic Winds). Desde 2008 que é membro da Conselho Científico do Centro de Investigação em Música Portuguesa (CIMP). A sua música tem sido apresentada em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Hungria, Áustria, Suíça, Suécia, Bulgária, Polónia, Hong Kong, Macau, Argentina, Brasil, Cuba e Estados Unidos. 

 

Anton Webern

Anton Webern (Viena, 1883 - Mittersill, 1945) era ainda estudante de musicologia, na Universidade de Viena (onde se doutorou em 1908), quando se tornou aluno particular de Arnold Schönberg, no outono de 1904, encetando assim uma longa amizade e devoção que perdurariam até ao final da sua vida. O grupo que formava com o mestre e com o seu colega Alban Berg – e com outros, que menos se destacaram, como os seus colegas de universidade, Karl Horwitz e Heinrich Jalowetz, ou Erwin Stein e Egon Wellesz – ficou conhecido como Segunda Escola de Viena, por analogia com o grupo dos clássicos vienenses.
Webern terá sido não só o primeiro aluno privado de Schönberg, como aquele que mais longe chegou na utilização do sistema dodecafónico, aplicando-o com maior rigor do que o próprio mestre e, por isso, fascinando diferentes gerações de compositores. A forma como organizou ritmo e dinâmica, associada ao inexcedível tratamento
das alturas, mereceram-lhe um distinto grupo de seguidores que, também eles, procuraram levar mais longe o legado de que eram herdeiros. Entre esses novos serialistas, da escola de Darmstadt, encontram-se Stockhausen e Boulez. Com o espírito de concisão que Webern revela nos seus aforismas, a obra quase se confunde com a própria série, determinando, na sua essência, os diferentes planos da obra consumada.

Raquel Camarinha

Após a sua formação em Portugal, Raquel Camarinha obtém em 2011 o Mestrado de Canto no Conservatoire National Supérieur de Musique et Danse de Paris e, em 2013, os Diplômes d’Artiste Interprète «Canto» e «Reportório Contemporâneo e Criação». Em 2017, Raquel Camarinha foi nomeada na categoria Revelação Lírica nas Victoires de la Musique Classique, em França. Outros prémios incluem o 1º prémio do Concurso de Canto Barroco de Froville em 2013, 1º prémio no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, Best Female Interpreter Award, na Armel Opera Competition, Hungria, PJM 2007 e o 2º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa.
Em palco, Raquel Camarinha encarna variados papéis e é especialmente considerada pela crítica nas suas interpretações de Mozart (Pamina, Susanna, Zerlina) e Haendel (Morgana, Bellezza). Podemos ouvi-la nos maiores teatros franceses (Chatelet, Chorégies d’Orange, Opéra Comique, Philharmonie de Paris) e europeus (Alemanha, Espanha, Itália, Portugal, Suíça). Desenvolve igualmente um grande interesse pelo repertório mais recente, tendo estreado obras de vários compositores, nomeadamente duas óperas de Luís Tinoco, La Passion de Simone de K. Saariaho, e Giordano Bruno de F. Filidei. Encontramo-la frequentemente na televisão e rádio francesas e portuguesas. Em 2014, France Musique consagra-lhe uma emissão no programa "Génération Jeunes Interprètes" de Gaelle Le Gallic. Esta temporada, Raquel Camarinha integrará a programação de vários teatros em Roma, Paris, Lisboa e Palma de Maiorca, entre outros. Será Justine/Juliette em La Passion selon Sade de S. Bussotti e participará nomeadamente nos prestigiosos festivais L’Hermitage e La Roque d’Anthéron. 

 

Orquestra das Beiras

Com sede em Aveiro, a Orquestra Filarmonia das Beiras (OFB) foi criada em 1997, tendo como fundadores diversos municípios e instituições da região das Beiras. Com direcção artística de António Vassalo Lourenço desde 1999, a OFB é composta por 23 músicos de cordas de diversas nacionalidades e com uma média etária jovem. Tem desenvolvido diversas acções de captação, formação e fidelização de públicos e de apoio na formação profissionalizante de jovens músicos, democratizando e descentralizando a oferta cultural através da realização de inúmeros concertos e do frequente desenvolvimento de actividades pedagógicas (programas infanto-juvenis, cursos internacionais vocais, instrumentais e de direcção de orquestra). Desde 2006, apresenta produções de ópera diversas (infantil, de repertório ou portuguesa). Do seu historial constam participações nos principais festivais de música do país e apresentações em festivais em França e Espanha, para além de um vasto número de salas em território nacional, incluindo cooperações e co-produções com outros organismos artísticos. Desde a sua criação, trabalharam com a OFB diversos maestros e reconhecidos solistas, de que Patrick Gallois, Pedro Burmester e José Carreras são exemplos, criando-se frequentemente oportunidade para a colaboração da nova geração de músicos portugueses (maestros, instrumentistas e cantores). O repertório da OFB estende-se do Século XVII ao XXI, em que também a música portuguesa ocupa um lugar especial.

Gilberto Bernardes

Gilberto Bernardes é um saxofonista e criador que dá especial atenção aos domínios dos média digitais e improvisação, Doutorado pela Universidade do Porto e Mestre pelo Conservatório de Amesterdão. Salienta-se a sua apresentação em alguns festivais e salas com grande visibilidade como o Festival Internacional de Saxofone de Amesterdão, Gaudeamus Music Week, Festival Internacional da Póvoa do Varzim, Concertgebouw e Bimhus.
Apresentou-se a solo com a Orquestra Gulbenkian, Banda Municipal de A Coruña e a Banda Sinfónica Portuguesa.
Lecciona na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), Escola Superior de Artes Aplicadas (Castelo Branco) e realiza investigação em computação sonora e musical no INESC TEC.

João Martins

João Martins (1977) trabalha como músico e sonoplasta. É compositor, improvisador e construtor de instrumentos musicais.
Estudou Música e Arquitectura e é licenciado em Estudos Artísticos pela Universidade Aberta.
É co-director artístico da companhia de teatro Visões Úteis, onde desenvolveu, além de bandas sonoras originais e sonoplastia para espectáculos de teatro, a co-criação de performances em formatos alternativos, como audiowalks.
Tem o Curso de Animadores Musicais (Serviço Educativo da Casa da Música) e colabora regularmente com Serviços Educativos em várias instituições, na promoção da escuta criativa, construção de narrativas áudio e utilização de tecnologias.
É docente na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo e na Academia Contemporânea do Espectáculo.
 
 
 

Edgard Varèse

Carismático compositor do século XX, Edgard Varèse (Paris, 1883 - Nova Iorque, 1965) passou a sua infância em Paris, Borgonha e Turim, na Itália. Na sua cidade natal, estudou com Vincent d’Indy, Albert Roussel e Charles Widor. Parte para Berlim, em 1907, emigra para os Estados Unidos, em 1915. Por lá promove não só a interpretações de obras de outros artistas do século XX, como também de música antiga, e funda a International Composers ‘Guild e a Associação Pan-Americana de Compositores, organizações essas que serão responsáveis por estreias de peças de autores tão significativos como Béla Bartók, Alban Berg, Henry Cowell, Charles Ives, Maurice Ravel, Francis Poulenc e Anton Webern, entre muitos outros.
Também nos Estados Unidos, imbuído de um espírito de radicalidade na procura de um novo som para o seu trabalho, resolve destruir todas as suas composições escritas até então. As obras resultantes das suas pesquisas ulteriores, que se caracteriza, estruturalmente, por uma força intrínseca no que concerne a ritmo e timbre, são, hoje, universalmente incontestadas como marco da criação musical contemporânea, num traço que viria a influenciar, de forma determinante, a grande maior parte dos compositores de vanguarda das épocas conseguintes.

Nuno Aroso

Nuno Aroso (Porto, 1978) é actualmente reconhecido como um dos mais activos percussionistas. Desenvolve a sua carreira focado na difusão da nova música, colaborando activamente com inúmeros compositores dos mais variados quadrantes estéticos e de diferentes pontos do globo. Resulta dessa colaboração o crescimento de um repertório próprio e idiossincrático que, simultaneamente, contribui para o desenvolvimento da literatura da percussão enquanto área instrumental e perfomativa. Tocou em estreia absoluta mais de 100 obras e gravou parte deste repertório em inúmeras edições discográficas. Peter Klatzow, Peter Ablinger, Oscar Bianchi, João Pedro Oliveira, Luís Antunes Pena, Matthew Burnter, são alguns dos nomes que têm escrito para Nuno Aroso. Apresenta-se como professor, membro de júri,  intérprete, em variados eventos em Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália, Eslovénia, Brasil, China, Tailândia, África do Sul, Argentina, Grécia, Suécia, Inglaterra, Canadá, Bulgária, Tunísia, Escócia, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Chile, entre outros. Particularmente motivado para o enriquecimento e renovação do concerto enquanto espectáculo completo e multidisciplinar, desenvolve com frequência relações artísticas com outras disciplinas: Dança, Cinema, Teatro, Literatura. O compromisso com a música de câmara, assim como o interesse pelo experimentalismo e a improvisação, levam Nuno Aroso a colaborar com variados colectivos um pouco por toda a Europa. Durante os últimos anos, criou uma série de duos temáticos com outros artistas, propondo-se explorar a capacidade de adaptação da percussão quando em diálogo com diferentes entidades sonoras. Os projectos para a presente temporada incluem a gravação de um documentário (france tv), edição de um livro e de uma colecção de álbuns sobre estes trabalhos temáticos em duo. Serão também lançados três discos com primeiras gravações de obras para percussão solo. Na agenda estão passagens por palcos Europeus, Norte-americanos, Sul-americanos e Asiáticos. Nuno Aroso é licenciado pela ESMAE com a classificação máxima e prosseguiu estudos em Estrasburgo e Paris. É doutorado em música, com a tese The Gesture ́s Narrative - Contemporary Music for Percussion. Lecciona na Universiade do Minho e estende a actividade pedagógica em masterclasses e seminários em universidades, conservatórios, festivais de percussão, um pouco por todo o mundo. Nuno Aroso é artista Adams, artista Zildjian e toca com baquetas Elite Mallets.

Grupo de Percussão da Universidade do Minho

Com uma atividade regular desde 2012, o Grupo de Percussão promove a criação e interpretação camerística no âmbito da classe de Percussão do Departamento de Música da Universidade do Minho. Contando com um elenco de 15 percussionistas, em formações variáveis, o agrupamento privilegia a criação contemporânea, destacando- se na sua actividade recente a estreia da obra Bridges and Gardens, de João Pedro Oliveira, e participações em inúmeros concertos e festivais, como o Serralves em Festa, Tromp (Holanda) e Adams International Percussion Festival (Holanda). O Grupo de Percussão da Universidade do Minho tem, desde a sua criação, direcção artística do professor Nuno Aroso. 

Madalena Soveral

Madalena Soveral (Porto, 1968) estudou com a sua mãe, Hélia Soveral, prosseguindo a sua formação no Conservatório de Música do Porto e, na qualidade de bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e da SEC, na École Normale de Musique de Paris, onde obteve a "licence de concert". Estudou também com Reine Gianoli, Marian Rybicki e Claude Helffer, entre outros. Em 1986 foi-lhe atribuído o prémio “900 Musicale Europeo”. Desde 1980, apresenta-se regularmente em concertos a solo, com orquestra ou integrando várias formações de música de câmara, com actuações em Portugal e no estrangeiro (Itália, França, Reino-Unido, Bélgica, Suíça, Marrocos, Macau, Síria, Espanha). Ao longo da sua intensa actividade concertística, Madalena Soveral tem dado particular atenção ao repertório do séc. XX, colaborando com diversos compositores e intérpretes. Neste âmbito destacam-se o trabalho com o compositor Giacinto Scelsi e com o grupo "Les Percussions de Strasbourg", bem como a colaboração com o pianista Jean-Louis Haguenauer e os percussionistas Christian Hamouy e Georges van Gucht, intérpretes com os quais formou o grupo TETRA. Fez numerosas estreias mundiais, referindo-se de forma particular as peças que lhe foram dedicadas: Estudos de Sonoridades de Filipe Pires, Interrogations de Miguel Graça Moura, In Tempore para piano e electrónica de João Pedro Oliveira, Dominos de Sharon Kanach, Episode para dois pianos, marimba e vibrafone de Francis Bayer. Professora Coordenadora na Escola Superior de Música do Porto, Madalena Soveral fez um trabalho de investigação sobre música portuguesa para piano do século XX na Universidade Paris 8 (Saint-Denis), onde se doutorou com a tese «Quatre compositeurs. Quatre œuvres: la musique portugaise pour piano des années 90».

 

 

 

Pedro Junqueira Maia

Pedro Junqueira Maia (Porto, 1971) completou o Curso Superior de Composição pelas Escolas Superiores de Música do Porto e de Lisboa.
Paralelamente frequentou os cursos de Pintura e História da Arte no século XX da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Trabalha regularmente em música para teatro. Fez música para cinema e dança.
Fundador do Atelier de Composição, é coordenador da colecção de livros Compositores Portugueses Contemporâneos, com edições já lançadas sobre Cândido Lima, João Pedro Oliveira, Álvaro Salazar e Fernando Lopes Graça, entre outras publicações. Foi editor musical da Águas Furtadas – Revista de Literatura, Música e Artes Visuais, publicada pelo Núcleo de Jornalismo Universitário do Porto. Foi director artístico e de programação do "Memorando Lopes-Graça" (1.º lugar nos concursos do Ministério da Cultura de 2006). Lecciona Análise Musical no Departamento de Música da Universidade do Minho, em Braga. É doutorando em Música na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, com tese sobre os grupos portugueses de música contemporânea fundados pelos compositores da geração de 60 (bolseiro FCT).

Organização

Arte no Tempo
Atelier de Composição

Apoios

DGArtes
Teatro Aveirense
Câmara Municipal de Aveiro

Outros Apoios

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DME
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Orquestra das Beiras
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